O
Caderno
Sou
eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o be-a-bá.
Em todos os desenhos coloridos vou estar:
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel.
(...)
Do primeiro rabisco até o be-a-bá.
Em todos os desenhos coloridos vou estar:
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel.
(...)
O
que está escrito em mim
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer.
Só peço a você um favor, se puder:
Não me esqueça num canto qualquer.
Comigo ficará guardado, se lhe dá prazer.
A vida segue sempre em frente, o que se há de fazer.
Só peço a você um favor, se puder:
Não me esqueça num canto qualquer.
(Mutinho eToquinho, letra
retirada do site http://www.toquinho.com.br)
11. A
expressão “A vida segue sempre em frente” indica que, na vida, tudo
(A)
acaba.
(B)
passa.
(C)
recomeça.
(D)
reinicia.
12. No poema, o verso “Do primeiro rabisco até o be-a-bá” sugere
a aprendizagem
(A)
do desenho.
(B)
da fala.
(C)
da escrita.
(D)
da pintura.
13. A
partir da leitura do poema, pode-se concluir que o caderno
(A)
gosta muito de todas as crianças.
(B)
fala como se fosse uma pessoa.
(C)
sonha com desenhos coloridos.
(D)
gosta muito de rabiscar.
Narizinho
Numa casinha branca, lá no Sítio do Picapau Amarelo,
mora uma velha de mais de sessenta anos. Chama-se dona Benta. Quem passa pela
estrada e a vê na varanda, de cestinha de costura ao colo e óculos na ponta do
nariz, segue seu caminho pensando:
– Que tristeza viver assim tão sozinha neste
deserto...
Mas engana-se. Dona Benta é a mais feliz das vovós,
porque vive em companhia da mais encantadora das netas – Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou
Narizinho como todos dizem. Narizinho tem sete anos, é morena como jambo, gosta
muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos.
Na
casa ainda existem duas pessoas – Tia Nastácia, negra de estimação que carregou
Lúcia em pequena, e Emília, uma boneca de pano desajeitada de corpo. Emília foi
feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima
que é ver uma bruxa. Apesar disso Narizinho gosta muito dela.
Além
da boneca, o outro encanto da menina é o ribeirão que passa pelos fundos do
pomar. [...]
Todas
as tardes Lúcia toma a boneca e vai passear à beira d’água. [...] Nesse
divertimento leva muitas horas, até que tia Nastácia apareça no portão e grite:
–
Narizinho, vovó está chamando!...
(LOBATO,
Monteiro. Reinações de Narizinho. 14.
reimpr. São Paulo: Brasiliense, 2003. p. 7.)
.
01. Para introduzir a
fala da Tia Nastácia, o narrador utilizou:
(A)
ponto
de exclamação.
(B)
travessão.
(C)
reticências.
(D)
vírgula.
________________________________________________________________________
02. No trecho lido, o
personagem que mereceu o maior destaque foi
(A)
Dona
Benta.
(B)
Emília.
(C)
Narizinho.
(D)
Tia Nastácia.
________________________________________________________________________
03. Ao ver Dona Benta, as pessoas que passam
estão imaginando que a velhice é
(A)
felicidade
e preocupação.
(B)
pobreza
e fragilidade.
(C)
solidão
e abandono.
(D)
participação
e solidariedade.
04. Lúcia é chamada de Narizinho porque
(A)
é
uma neta encantadora.
(B)
gosta
muito da sua boneca.
(C)
tem
apenas sete anos.
(D)
tem
o nariz arrebitado.
O papel e a tinta
Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa,
junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais. Uma
pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a
folha.
- Por que você não me poupou essa humilhação? –
disse furiosa a folha de papel para a tinta.
- Espere! – respondeu a tinta. – Eu não estraguei você.
Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais apenas uma folha de papel, mas
sim uma mensagem. Agora você é a guardiã do pensamento humano. Você se
transformou num documento precioso!
E, realmente, pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e
apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Mas subitamente reparou na
folha escrita com tinta, e então jogou fora todas as outras, guardando
apenas a que continha uma mensagem escrita.
(Adap. Leonardo da
Vinci)
Agora responda cada questão:
a) Quais são as personagens?
b) Onde aconteceu a
história?
c) Quando aconteceu a
história?
A velha e os ladrões
Era uma vez uma velha que morava nos arredores de um povoado.
Uma noite estava se aquecendo junto ao fogo tendo como única companhia as
chamas ardentes quando, de repente ouviu ruídos em cima, em seu quarto.
Surpresa disse:
-- Eu diria que há ruídos lá em
cima... ou será impressão minha?
Depois, ouviu claramente passos que iam de um lado para o
outro e compreendeu que se tratava de ladrões que tinham ido roubá-la. Como
estava sozinha e ninguém podia ajudá-la, começou a pensar:
-- O que é que eu poderia fazer
para esses ladrões irem embora? Ah, já sei!
E, decidida, dirigiu-se para o pé da escada e começou
a gritar:
-- Bernardo, suba para o terraço!
Maria, pegue a espingarda!
-- Júlio, cace-o!
-- E você, Pedro, bate neles!
-- Ramón, conte quantos são!
Ao ouvir os gritos da velha, os ladrões se assustaram muito e
disseram:
-- Olhe que não tem pouca gente nessa
casa... É melhor ir embora [....]
Mais tarde, a velha, sentada diante do fogo começou a
gargalhar... e contam que ainda continua rindo.
Isabel Solé
Isabel Solé
Entendendo o texto:
Quem é a personagem principal da história?
Onde se passa a história?
Qual foi o problema da história?
Como foi resolvido o problema?
Onde se passa a história?
Qual foi o problema da história?
Como foi resolvido o problema?
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